quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Um pouco de Paris



O post de hoje é muito especial, porque vou falar um pouquinho sobre o lugar que mais amo no mundo: Paris! Desde que me entendo por gente, a mera alusão à cidade me transporta imediatamente a um estado de espírito muito peculiar: eu simplesmente fico feliz demais quando penso em Paris (e sempre triste quando tenho que deixá-la). Claro que já falei de Paris e da França em vários posts (vale consultar os marcadores ali na barra da direita), mas neste, especialmente, pretendo reunir algumas dicas e experiências pessoais, que, obviamente, são apenas o ponto de partida para quem quer conhecer esse lugar tão marcante, cheio de história, arte e beleza. Devo dizer que, na minha opinião, o blog definitivo para quem quer visitar a Cidade-Luz é o Conexão Paris, da Maria Lina, brasileira que mora lá há muitos anos e traz todas as informações e dicas necessárias ao viajante (eu mesma sempre entro lá para matar as saudades, aprender mais e me atualizar). O Viaje na Viagem, blog do Ricardo Freire, também merece ser visitado (tem dicas para váaarios destinos, Paris inclusive, claro). Vamos começar (lembrando que é só clicar em cima das fotos que elas aumentam)?

Museu do Louvre
  • O básico do básico para começar a se localizar: como Paris é cortada pelo Rio Sena, usam-se as referências “margem esquerda” e “margem direita” (eu sempre me hospedei na margem esquerda). É uma cidade na sua maior parte plana, em que se caminha muuuito, e em que muitas estações de metrô são enormes e têm escadas sem fim (leve sapatos confortáveis);
  • Paris é uma cidade que, em minha opinião, merece ser “degustada”. Então, na medida do possível, e respeitando as limitações de dias da viagem, sugiro caminhar despreocupadamente, deixar-se “perder” pelas ruas, sentar num parque, absorver a cidade e observar o entorno: sempre há lugares e referências super interessantes, incluindo placas nas fachadas de prédios, com informações históricas, etc. Minhas sugestões: sentar-se nas cadeiras do Jardin du Luxembourg (na margem esquerda); estirar-se no gramado do Jardin des Tuileries (no trecho em frente ao Museu do Louvre, na margem direita); conhecer a Place des Vosges, no Marais; experimentar as delícias das feiras de rua...
    Vista do Jardin des Tuileries

    Lagarteando no Jardin du Luxembourg com Lu Leoback. Foto: Julio Araujo
    Paris é uma cidade multifacetada e atende a vários interesses: tem a Paris histórica (dos romanos, medieval – visite o Museu de Cluny, na margem esquerda, e conheça o seu fantástico acervo de arte medieval - , da Revolução Francesa, etc), a Paris boêmia e intelectual dos artistas e escritores (pense em “Meia noite em Paris”, do Woody Allen), a Paris das obras de arte, dos restaurantes, dos monumentos...dá para direcionar os passeios de acordo com seus interesses pessoais. Na minha opinião, porém, a primeira viagem à cidade acaba sendo mais para conhecer aqueles pontos turísticos de que todo mundo já ouviu falar na vida: a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, a Notre Dame, a Basílica du Sacré-Coeur (em Montmartre), o Museu do Louvre...aliás, como o Museu é enooorme, vale selecionar as obras ou departamentos  que você mais deseja visitar (mas considero imperdíveis a Mona Lisa, a Vênus de Milo - linda - , a Vitória de Samotrácia...).
  • O obelisco da Place de la Concorde
    Nunca tive dificuldades para comer bem em Paris: primeiro, que eu sou boa de boca e como de tudo, rsrs, e segundo, que há inúmeras opções, para todos os bolsos e gostos. Nem mesmo quando levei minha filha, à época com cinco anos, encontrei obstáculos: sempre tem sanduíches gostosos, ou uma massa, peixe...então, se não quiser, não precisa comer escargots (mas eu recomendo!!). Minhas sugestões: peça um croque-madame ou croque-monsieur (sanduíches tradicionalíssimos e simples, feitos com queijo e presunto, mas muito gostosos. O madame leva ovo também); mais uma vez, coma nas feiras de rua: a de Montparnasse, na margem esquerda, bem pertinho do Cemitério, é ótima; experimente a enorme variedade de queijos franceses; conheça os macarons, os tradicionais doces à base de amêndoas, em diversos sabores (meu preferido é o de pistache); vá à Ladurée, à Grande Épicerie, à Fauchon (ao lado da Igreja Madeleine, que é linda, por sinal), à rede de padarias Paul (onde sempre compro um macaron enooorme de pistache); saboreie os sorvetes da Berthillon e da Amorino e decida qual é o melhor (eu ainda não me decidi); coma caramelos de manteiga salgada (ai!); experimente sorvete de violeta (adoro!); conheça a Rue Mouffetard (onde me hospedei), antiquíssima e cheia de restaurantes (até comida iraniana experimentei lá!);

  • Coq au vin (prato feito à base de carne de galo e vinho), no Restaurante La Guirlande de Julie (Place des Vosges)

    Escargots da Borgonha do Restaurante La Guilande de Julie
    Quanto a dinheiro, sempre levei em espécie (não se esqueça de já sair daqui com trocados), cartão de crédito internacional e gosto muito do Visa Travel Money, que é um cartão de débito pré-pago, carregado previamente no Brasil, com euros (e pode recarregar);
  • No que se refere à comunicação, eu estudei Francês por muitos anos, mas fiquei enferrujada com o passar do tempo. De toda forma, sempre tentei me comunicar ao máximo em Francês, recorrendo ao Português e ao Inglês em último caso, mas, se não der para falar na língua francesa, não custa começar ou encerrar uma conversa com um bom dia, por favor, com licença, obrigada, etc, em Francês mesmo (mostra boa vontade e respeito à cultura que você está conhecendo – isso se aplica a qualquer idioma e cultura, aliás). Leve sempre um dicionário de bolso (eu tenho um com frases para várias ocasiões). Outra observação: muitos franceses não falam Inglês, mesmo em pontos de grande fluxo turístico. Eu, por exemplo, já tive que comprar passagens de trem com uma atendente que só falava Francês (e morri de medo de errar o destino, os horários, mas no final deu tudo certo...);

    Galeries Lafayette
    Se couber na sua programação, faça roteiros de um dia, tipo bate e volta, a um lugar que te interesse. Já fui a Castelos do Vale do Loire (pela empresa Cityrama, super conhecida, com guia que falava Inglês e Espanhol, e eles te pegam no hotel mesmo), ao Castelo de Versailles, à cidade de Estrasburgo, quase na Alemanha (aí fomos de trem de grande velocidade). Mas ainda quero ir ao Monte Saint-Michel, que dizem ser lindo;
  • Passeios legais: no Bateau Mouche, à noite, pelo Rio Sena, a gente vê os monumentos e prédios iluminados (saímos do cais aos pés da Torre Eiffel, e fomos pela empresa Bateaux Parisiens); os jardins lindos do Museu Rodin, cheios de obras do artista, merecem ser visitados (e lá tem um café mara, com comida muito boa, além de sorveteria com sorvete de violeta!);

    Com Yasmin nos jardins do Museu Rodin. Foto: Andre Uébe
    Lugares que me deixaram boquiaberta: a Torre Eiffel à noite, toda iluminada e brilhando, e com aquele facho de luz fantástico, é uma visão que eu poderia admirar até o amanhecer; a Sainte-Chapelle, capela gótica do século XIII (próxima à Notre Dame), me deixou deslumbrada com seus vitrais maravilhosos; a Vitória de Samotrácia, no Louvre, sempre me deixa em êxtase – é linda; o famoso Salão dos Espelhos, em Versailles, é de tirar o fôlego...
  • A Igreja Madeleine
    Vitrine da Fauchon
E tem muito mais: o Museu d'Orsay, o Centro Georges Pompidou...bom, tentei resumir ao máximo as dicas, e espero que tenham sido úteis. Se quiserem, fiquem à vontade para compartilhar outras, tá? Num próximo post, coloco dicas de filmes sobre Paris! Ah, uma última observação: a gente pode até deixar Paris, mas Paris nunca mais deixa a gente...

Montmartre

Fotos: Marcelle Louback

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